Início » Relatórios – Especificação técnica dos EPI’s, EPC’s e o ferramental
A especificação técnica de EPIs, EPCs e ferramental elétrico define com precisão quais equipamentos de proteção e ferramentas devem ser utilizados em cada tipo de trabalho em instalações elétricas — com tipo, classe de tensão, categoria de risco e demais características técnicas necessárias para cada situação. Portanto, não basta ter EPIs disponíveis: um trabalhador com luvas isolantes de classe errada ou uma vestimenta com ATPV abaixo da energia incidente do ponto de trabalho está tão desprotegido quanto alguém sem nenhum equipamento. A Epson Engenharia elabora essa especificação com engenheiro eletricista habilitado, integrada ao estudo ARC Flash quando disponível, com emissão de ART e entrega de toda a documentação exigida — certificados, laudos, ensaios e instruções — por item especificado.
A especificação técnica vai além de uma lista de equipamentos. Ela define, para cada tipo de trabalho, os parâmetros técnicos exatos que cada item precisa atender — classe de tensão das luvas, ATPV mínimo das vestimentas, categoria de risco de viseiras e balaclavas, classe de isolamento do ferramental. Além disso, ela estabelece quais documentos cada equipamento precisa ter para ser considerado válido para uso.
Luvas isolantes existem em seis classes — 00, 0, 1, 2, 3 e 4 — cada uma com uma tensão máxima de uso diferente. Uma luva classe 0, por exemplo, suporta no máximo 1.000 V CA. Portanto, usá-la em um painel de média tensão de 13,8 kV é o mesmo que não usar luva alguma. Dessa forma, a especificação correta da classe de tensão por ponto de trabalho é o que determina se o EPI oferece proteção real ou apenas uma falsa sensação de segurança.
ATPV (Arc Thermal Performance Value) é o valor de desempenho térmico de uma vestimenta de proteção contra arco elétrico, expresso em cal/cm². Ele indica a energia incidente máxima que a vestimenta suporta sem causar queimadura de segundo grau. Consequentemente, esse valor só pode ser especificado corretamente quando se conhece a energia incidente calculada no estudo ARC Flash para cada painel da instalação — uma vestimenta com ATPV de 8 cal/cm² não protege em um ponto com energia incidente de 25 cal/cm².
A especificação técnica de EPIs, EPCs e ferramental elétrico é indicada para:
o ATPV de cada vestimenta é determinado pelos valores de energia incidente calculados por painel. Portanto, a especificação da Epson é construída sobre dados reais, não estimativas genéricas
classe de tensão, ATPV, norma de referência, validade de laudos e documentos exigidos por item. Nada genérico, nada incompleto
o documento protege a empresa em auditorias, sinistros e processos de responsabilização
o cliente sabe exatamente o que exigir do fornecedor
Não necessariamente. O CA certifica que o produto passou nos ensaios normativos. Contudo, ele não garante que o EPI é adequado para o risco específico da atividade. Luvas com CA podem ser de classe 0 (máximo 1 kV) ou classe 4 (máximo 36 kV) — portanto, a especificação técnica define qual classe é necessária para cada ponto de trabalho.
Laudos de ensaio dielétrico de luvas isolantes têm validade de 6 meses. Vestimentas de arco também exigem inspeção periódica. Além disso, qualquer EPI que apresente dano visual deve ser imediatamente retirado de uso e submetido a novo ensaio antes de retornar à operação.
Sim. A especificação técnica de EPIs, EPCs e ferramental é documento obrigatório do Prontuário das Instalações Elétricas (PIE). Assim, empresas que estão estruturando o PIE precisam incluí-la junto com os procedimentos de trabalho e demais documentos técnicos.
Sim. A Epson Engenharia atua em todo o território nacional com equipe própria de engenheiros.
Uma vestimenta com ATPV abaixo da energia incidente real ou uma luva com classe errada não oferece proteção. Portanto, a especificação técnica correta não é burocracia — é o que determina se o trabalhador vai para casa. Entre em contato para uma avaliação sem compromisso.